17.9.09

Persistência


Nos últimos dias me deparei com mais de uma dezena de pessoas com um desejo em comum: O desejo de desistir.

Sejam alunos, colegas da faculdade, colegas professores e amigos pessoais. Estes queridos confidenciaram a intenção de abandonar alguma atividade ou relacionamento.

Além desses amigos, eu mesmo me encontrei profundamente desanimado com muitas empreitadas e relacionamentos. Nos últimos três meses abandonei turmas, tranquei disciplinas, perdi de vista algumas pessoas importantíssimas, não compareci a entrevistas de emprego e abandonei diversas leituras pela metade.

Acredito que todo o mundo passa por momentos de desânimo. Quem me conhece sabe muito bem que não acredito nas receitas de bolo para vencer na vida dos livros de auto-ajuda. Porém, após refletir algumas semanas, enumerei algumas posturas para evitar que o desânimo me abata novamente, para combatê-lo quando chegar e para lidar com a frustração das desistências do passado. Permita compartilhar com os amigos leitores:

-Repense a vida. Antes de mais nada é preciso estipular prioridades. Não devemos temer abrir mão de coisas em que não acreditamos mais ou que não fazem mais sentido em nossas cabeças. Devemos decidir onde queremos chegar e traçar esboços para caminhada. Contudo, tomemos cuidado para não perdermos os valores no meio do caminho. Não vale a pena vender a alma por nada.

-Pondere antes de abraçar causas. Antes de iniciar um projeto, reflitamos o quanto esse projeto está de fato relacionado conosco. Constatei que muitas vezes entrei em barcos por pura emoção, mas rapidamente pulei fora. Outras vezes comprometi muito tempo e energia em diversos projetos e em pouco tempo não tive condições de ir até o final. É melhor se envolver em poucos projetos e ir até o fim.

-Abrace causas maiores do que você mesmo. Não perca tempo com futilidades. Se envolva em coisas que beneficiem outras pessoas. Trabalhe arduamente em projetos transformadores da realidade. Não seja mesquinho. O egoísmo mata a alma e produz ilusões efêmeras.

-Dê tudo de si. Não abandone um projeto no qual realmente você acredita. Mesmo que haja dificuldades, lute até o fim. Se você abandonar, ficará frustrado. Se você der o seu máximo, perdendo ou ganhando, você terá a sensação de missão cumprida.

-Relembre. Se tirarmos um domingo para relembrarmos quantas vezes nos vimos em meio a dores e dificuldades esmagadoras, mas que hoje não oferecem ameaça alguma, ganharemos um novo fôlego para enfrentar o presente. Devemos trazer a memória nossos maiores prodígios do passado e reciclar as ferramentas outrora utilizadas para triunfar sobre problemas insolúveis.

-Recomece. Não deixe a frustração arrebatar o seu ânimo. O passado é imutável. Contudo, podemos resignificar o passado se tivermos a coragem de começar do zero. Nossas derrotas do passado ganham status de "princípio difícil" de nossas conquistas quando ousamos continuar.

Lutemos.

T.M.Vaz