3.1.16

Reflexions About Democracy



1- The term “democracy” must always be defined in time and space.
When we say that “we live in a democracy”, what idea of democracy do we refere to? Is the Athenian democracy, where only the free man had political rights, that is in question?
In the ancient Greece was discussed democracy at the same time that the farms and palaces were full of slaves. The term “democracy” in Europe during the French Revolution had a completely different meaning from the meaning given in the ancient Greece. Each society, that was named democratic, had an own concept of democracy.
2- Does it make sense a Oligarchic Estate named itself democratic”?
If economic and midiatic powers are in the hands of few people, so, an oligarchy governs and remains in power foverer.
 
Literally, democracy means “governanment of the people”. But, you can't rule if you don't know that you govern. A society that was not educated for questioning, researching and reflection, and is manipulated by the midia's elite, can't be a democratic society.
3- A democracy doesn't promote dictatorial governments.

The U.S declared their independence from the british metropolis under ideals of the French Revolution: Equality, Liberty and Fraternity. However, they are one of the most racist nations that the world has already met.


Besides that, they financed and supported military coups that resulted in dictatorial regimes all over Latin America between the decades of 50 and 80 of the XX century.


Just as in Middle East, they supported genocides, invaded nations and sponsored anti-democratic regimes, in name of the oil control, monopoly of weapons supply.

 
Nobody has contributed more for the consolidation of authoritarian regimes as the north american “democracy”.

 
4 – The Right of expression is not a synonym of possibility of social transformation. 

 
Having permission to say what you want is not enough to make a country became a democratic Estate. In Brazil, for example, you can say what you want about public education. It is allowed to organize demonstration, strikes and boycotts in favor of education. But it doesn't necessarilly mean that the people have any influence in the future of the country's education. 

 
We can't mistake right of expression with democracy. There is right of expression in a democracy, however democracy doesn't consist on this.


5 - Right to vote associated with private sponsor of campaign and low educational level supports the remaining of oligarchy in power.

Democracy doesn't consists in right to vote. Choosing the ways of the nation goes beyond putting names in a urn.
To choose in fact, is necessary to know equally all the options. However, the publicity of candidates and parties is sponsored unevenly for economic powers. This makes that some candidates are widely disseminated in mass media, both in telecommunications and in the printed media, while other candidates are not known by most.
Besides that, to really choose, it is needed to be able to interpret texts and reflect on speeches; it is needed to know minimally the history, and greographical features, economic, social and cultural of the country. Summing up, to exist democracy, it is necessary that all people be educated to research, reflect, disagree, analyse, and build their own opinion.

6 – Conclusion

I believe that Brazil is passing through a democratic euphoric state fully illusory and numbing.
Talking about democracy in Brazil, there is much more to build and consolidate than to celebrate.
It is known that Brazil has many problems to be faced, like corruption and the land distribution matter. However, I think we should start by education, that is the major obstacle for the social and economic flourishment that Brazil needs and deserves.

7.12.15

São Paulo-BR: Students Beat Authoritarian Government







After some weeks of fight in occupations of schools and manifestations on the streets, the students got a first great victory upon a so far unbeaten government.

The governor that has never lost an election or dispute against a social movement had to give up the reorganization of the educational system planned to 2016.

After an abrupt decrease of popularity due to the violent repression from the police against students, the judiciary power started the process of reorganization.

Sustainable Environment: Comparing Brazil and Japan



Japan is a major example of the sustainable environment. Besides that, it presents a complex economy, and Japan didn't destroy their forests.

Japan chose to import their food, minerals and other feedstocks, instead of transforming it's natural landscapes.

On the other hand, the brazilian farmers have been fighting to destroy the rivers, forests, bays in name of progress.

In five hundred years, the brazilian elite devastated the Atlantic Forest. It was one of the richest biomes in biodiversity of the the world.

Comparing Brazil and Japan, it is clear that economy developing is not a synonym of environment degradation.

27.11.15

São Paulo-BR: The Students Are Occupying The Schools



In Brazil, the students are occupying the schools in response to the authoritarians decisions of São Paulo's Governor.

The government said that the changes will bring improvements and better quality for education. However, the education department announced the closing of 96 schools.

According to students, they were not informed about the closing and changing of the schools; and the changes are to cut costs and diminish the system of education.

The governor's party has been disrupting the educational system through low salary and less and less investments in infrastructure and teacher's formation. Besides that, the quantity of children per class is growing in the last twenty years.

There has never been a movement of this magnitude between secondary students in Brazil.

I am very proud of this generation.

Authors: @thiagomvaz and @GentinaFG

9.4.15

Sim, Estou Em Greve!




Salve Galera

Resolvi escrever esse texto porque não consegui conversar com todas as turmas. Gostaria de justificar porque entrei na greve, não só para vocês, mas para seus pais também.

Em primeiro lugar, quero deixar claro que não sou simpatizante e muito menos militante de partido político nenhum, nem faço parte do sindicato dos professores. Não sou petralha, não sou coxinha, nem agitador... Eu sou professor, e dentro do que a constituição e os valores da minha família me permitem e me obrigam a fazer, estou lutando pelo que acho certo e justo pra mim e pra vocês.

Bom, por que estou em greve?
Vamos pensar alguns números pra variar...

Esses dados são 2013. Não mudou muito de lá pra cá.

Verba pra educação era de 24 bilhões e 260 milhões de reais. O Governo do Estado é obrigado e gastar esse valor exclusivamente com educação. Essa verba é maior do que a maioria dos estados tem para gastar com segurança, educação, saúde, etc...

A rede estadual conta com um pouco menos de 4 milhões e 200 mil estudantes.

Dividindo a verba pelo número de estudantes obtemos o valor de 5800 reais por aluno por ano.

Dessa forma, você estudante recebe (teoricamente) um investimento do estado de cerca de 450 reais ao mês. Assim, uma turma com 40 pessoas recebe um investimento por mês de 18 mil reais.

A primeira pergunta que faço: Quanto desse dinheiro é utilizado para pagar os professores?

Um professor que acaba de ingressar, recebe R$12,20 por aula no Ensino Médio. Mas nesse cálculo eu vou supor que em média cada professor receba 15 reais por aula.

Pois bem, 30 aulas por semana vezes 4,5 semanas por mês, vezes 15 reais dá um montante de R$2025 reais por turma a cada mês. Ou seja, apenas 11% dos 18 mil reais.

O que é feito com os outros 89%, ou seja, com os 16 mil reais restantes? Em nossa escola temos 14 turmas no de ensino médio, o que nos dá uma verba após pagar os professores de cerca de 224 mil reais por mês, em nossa escola... No estado há um total de 5600 escolas...

Pois bem, nesse ano foi cortado a verba dos suprimentos, que utilizamos para comprar sulfite, produtos de limpeza e higiene pessoal... Por isso os professores foram obrigados a solicitar que vocês comprassem papel para impressão das provas e atividades. Isso não aconteceu só na nossa escola, mas no estado inteiro...

224 mil reais... Como será que é gasto? Bom deve ser pra pagar água, luz internet, merenda, pagar os funcionários da secretaria e da limpeza... Bom, na secretaria trabalham umas três pessoas. Se tem um povo que ganha menos ainda que o professor é o povo da secretaria. O povo da limpeza é terceirizado. Acredite, eles ganham muito muito muito mal. As merendeiras são funcionárias da prefeitura, então o salário delas não sai do caixa do Estado. Tem eletricidade... tem a água (ainda). Vou chutar bem nas nuvens que essas outras coisas exijam um investimento de mais uns 40 mil reais. Ainda assim sobra uma soma de 180 mil reais só contando o ensino médio. Se contarmos o Ensino Fundamental esse valor esbarra em 300 mil reais por mês que deixa de ser investido em vocês!

180 mil reais por mês... Pra onde será que vai?

Construção de novas escolas é que não deve ser, visto que o Governador fechou nesse ano 3390 turmas. Se fechou tantas salas, não precisamos de escolas novas.

Deve ser com material didático então?! Pois esse ponto é interessante. Como se fossem dois machos rivais que urinam para marcar território, o Governo Federal fornece livros do “programa nacional do livro didático” e o Governo do Estado fornece o Caderno do Aluno, a apostila que você já conhece. Não interessa se é bom ou ruim. O fato é que vocês recebem dois materiais de biologia, dois de português, dois de física, etc... e pra quê? Guerra política = Desperdício de recursos.

Pois bem, esses dados não são novidade pra ninguém. Que o Governo administra de forma perversa e descarada a verba da educação todo mundo sabe. Que o Estado de SP submete a categoria “Ó” a um trabalho semi escravo sem direitos trabalhistas, plano de saúde, etc... é de conhecimento público. A novidade de 2015 foi o corte de verbas e o fechamento das milhares salas.

Fechamento de turmas significa o aumento do número de estudantes por sala e maior dificuldade de se encontrar vaga perto de casa. Aliás, a Diretoria de Ensino de Jundiaí foi a quinta do Estado que mais fechou salas, num total de 153.

O corte de verbas sem aviso prévio deixou muito diretor de cabelo em pé. Quem reformou no fim do ano não tem como pagar os gastos, e quem não reformou vai ficar sem reformar. Tem escola que está orientando seus estudantes a trazerem papel higiênico de casa, porque não tem grana pro mínimo do mínimo.

Além disso, tem escola que não tem água. “Fazer o que, não choveu... O Governo não tem culpa que não choveu...” dirá o ingênuo mal informado. Contudo, verifique se há alguma lavoura de exportação ou alguma indústria de grande porte sem água.

Não vou dissimular e dizer que a greve não tem nada a ver com reajuste salarial. Tem sim. Um salário digno atrai para a lousa pessoas que, com razão, apesar de competentes e entenderem a importância da escola pública, não se submetem a uma jornada de trabalho exorbitante para conseguir o mínimo para a sobrevivência. Em 2014 me vi trabalhando no Estado e em mais duas escolas particulares. Chegou uma hora que eu não tinha tempo, nem energia e nem humor para ler, pesquisar e preparar uma aula minimamente decente. Por fim eu larguei uma das escolas e reduzi minha carga na outra, o que reduziu bruscamente a minha renda. Com um salário melhor eu poderia me dedicar exclusivamente a escola pública e com certeza muitas pessoas migrariam definitivamente para a docência. O Estado se nega, mas ele pode remunerar muito melhor os seus profissionais, desde que administre com mais inteligência e menos astúcia.

Diante de tudo isso, depois de pensar bastante, decidi pela paralisação. Entenda que entrar em greve não é nada simples. Ficarei sem salário, depois terei que repor as aulas nas férias e ou nos finais de semana, sem falar que esse tempo empurra minha aposentadoria para frente.

Mas não peço simplesmente que vocês entendam o meu lado. Eu quero que vocês percebam que vocês são os mais interessados na melhoria da escola pública. Organizem-se e lutem.

Se os funcionários de uma fábrica cruzarem os braços, a produção para e o patrão se vê obrigado a negociar para que ele possa continuar lucrando. Agora, na escola não se produz bens de consumo. O governador está pouco se lixando para a greve. Para ele são só alguns milhões que ele vai economizar com salários dos grevistas. Ele não está preocupado com a sua formação, caso contrário ofereceria outra escola para vocês.

Assim, o que eu espero de vocês é que se posicionem politicamente, não entre o vermelho ou o azul, mas sim pelo o que é justo. Dignidade é nosso direito enquanto seres humanos. Educação de qualidade é um direito de vocês enquanto cidadãos. Dela depende tudo. Então lutem. Não se percam no senso comum, na futilidade, no consumismo. Não sejam mais um imbecil na frente da televisão ou entre fones de ouvido. Duvidem de absolutamente tudo, inclusive de mim. Organizem-se. Questionem. Investiguem. Boicotem. Desobedeçam. Eu acredito em Vocês! Até a Volta!


18.2.15

Democracia e Escola Pública (Parte 2)

Comemoramos o fim da ditadura militar e celebramos nossa jovem democracia com ares triunfalistas, como se esta estivesse consolidada. Contudo, creio que a discussão acerca da democracia está mirrada.

Não acredito que exista de fato democracia no Brasil. O povo brasileiro, assim como os demais povos latino-americanos, nunca decidiram absolutamente nada.

O modelo político vigente é um dos promotores dessa falsa democracia. O povo decide unicamente quais partidos governarão o país, mas as decisões que podem transformar as realidade sociais são tomadas  fora da esfera popular. Depois das eleições o povo fica impotente e alienado do poder. Os partidos políticos, os grandes grupos econômicos, as organizações internacionais (como o FMI, Conselho de Segurança da ONU, OMC, etc...) e os grandes grupos midiáticos, manobram os países do terceiro mundo.

Penso que a democracia latino-americana é amputada e está longe de ser genuína. Um povo sem educação é incapaz de analisar criticamente seu lugar na história, e não é hábil o suficiente para discernir manipulações e abusos políticos, patronais e religiosos.

Nesse sentido, a escola brasileira é a herdeira cultural da ditadura militar. A escola, com suas rotinas engessadas, disciplinas desprovidas de sentidos e valores, com conteúdos muitas vezes inúteis, é o principal instrumento de amputação das liberdades mais inerentes ao espírito humano.

Nesse período de redemocratização, a escola brasileira se mostrou incapaz de exaltar a "crítica" sobre o "conteúdo", e a "criação" sobre a "memorização". Numa ditadura, um cidadão crítico e criativo é um sujeito perigoso, mas a inteligência e a autonomia são indispensáveis ao estado de direito.

Uma escola em que o aluno não decide absolutamente nada, que não goza de nenhum grau de autonomia e liberdade, e que é mutilado com atividades e provas compostas de questões fechadas e binárias, forma, sobretudo, "cidadãos" incapazes de reconhecer seus direitos e lutar por eles, de escolherem e de expressar suas ideias e escolhas.

Portanto, não há democracia sem educação libertadora, gratuita e para todos.

16.2.15

Democracia e Escola Pública (Parte I)


Entre as duas grandes guerras do século XX, muitos professores alemães propagaram a doutrina oficial do Estado. Esta doutrina mais tarde justificaria o extermínio de cerca de seis milhões de judeus (e outros grupos como portadores de necessidades especiais e  ciganos)  em campos de trabalhos forçados e câmaras de gás.

Sim, muitos professores alemães, tanto pela ação quanto pela omissão, foram peças fundamentais para que um genocídio acontecesse. 

A escola é a maior força política de um povo. Seja ela ativa ou omissa, seu trabalho determinará os rumos de toda ccomunidade. Os educadores precisam perceber as implicações políticas de suas ações e omissões. Precisam perceber que formam ou pensadores ou massa inerte de manobra.

Esse fato vem de encontro à postura atual de sservidores da educação que declaram, em tom passivo e débil, serem empregados do Governador, e que por isso seguem cegamente o Currículo e determinações do Estado.

A Escola Pública Estatal, antes de ser Estatal, é pública. Ou seja, existe para a comunidade e a partir da comunidade.

Uma vez que a comunidade é humana, a Escola deve servir em primeiro lugar ao humano e a seus direitos mais sagrados: direito à liberdade, à vida e a uma existência plena de dignidade e dos mais variados sentidos.

Desta forma, qualquer ortodoxia sugerida pelo Estado que esmague, oprima ou mesmo ofusque o esplendor humano, deve ser intensamente rejeitada e combatida pelos professores e pela comunidade local. Assim, o Currículo e as diretrizes dos governos (ou de qualquer outra instituição) devem ser alvo de vigilância, reflexão e crítica perenes. Nunca devem ser simplesmente aceitos como naturais, divinos, imutáveis e acima de qualquer suspeita.

Espero que os professores da América Latina não escorram pelo ralo da história como os mestres nazistas. Anseio que militem ao lado de seus estudantes, até à morte se necessário, por uma vida justa, bela, e de pés, mentes e lábios desatados.

27.2.14

Sentidos da Escola e o Mundo que os Espera


São Paulo, 17.12.2013, 17h, 38° de febre e atrasado pra formatura

Esboço do Discurso do Paraninfo do 3° TREZE - 2013



*/Saudações/*

Por que mesmo vocês frequentaram a escola nos últimos 12 anos?

Por que mesmo vocês passaram os últimos 12 anos tendo que fazer lições de casa, tarefas em classe, provas, trabalhos, seminários, se privando do merecido sono durante aulas interessantíssimas, acordando cedo, sonhando com férias e feriados que nunca chegavam, e duravam menos que um piscar de olhos?

Por que mesmo, por anos intermináveis, tiveram que encarar certos professores estressados, mal humorados, hostis, implacáveis com suas canetas vermelhas assassinas, que controlavam sua hora de comer, beber água, xí-xí, cô-cô, tomavam seu celular, te acordavam no meio daquele soninho gostoso e ainda te dava nota vermelha bem na época dos presentes de natal?

Seus pais são os grandes mentores de toda essa crueldade! Mesmo no florescer da puberdade, com espinhas nojentas em todo o rosto, odores, suores, sensações estranhas, e pêlos brotando da noite para o dia, mesmo assim eles arrastavam vocês da cama para viverem esse pesadelo macabro em público. E tudo isso pra que mesmo?

Vou enumerar três justificativas para todo esse tempo na escola e torcer que essas justificativas sirvam de alguma forma para ajudarem vocês a definirem alguns nortes para os próximos tempos.

1-A escola ajudou a nos desvincilharmos de algumas psicoses e neuroses familiares.

Frequentamos as escola por anos e anos para não ficarmos malucos como nossos pais, ou pelo menos para assumirmos maluquices diferentes das deles. Pense na criança que tem as mãos lavadas pela mãe 350 vezes por dia, quando vê um coleguinha na escola não só comer sem lavar as mãos, como também o vê comer do chão. O tempo passa e por incrível que pareça o coleguinha não morre. O porquinho, por sua vez, aprende a lavar as mãos de vez em quando. Dessa forma, nossos preconceitos, fantasmas e excentricidades familiares vão sendo diluídas no decorrer da vida escolar.

2- A escola nos ajuda a perceber nosso papel social.

Quantas vezes você não disse diante de uma punição: “Professor, não é justo! O Djalma apronta e todos nós pagamos o pato”? Pois é, o mundo é assim! Uns exploram, outros poluem, alguns outros afanam, outros roubam, etc... e todos sofrem por isso. A escola ensina na prática como todos sofrem quando uns poucos só pensam em si mesmos. (O Djalma foi só um exemplo... )

3- A escola nos ajuda a selecionar nossas amizades.

Eita salinha briguenta esse Terceiro Treze! Brigaram a vida toda, desde quando os conheço. Mas nessa feira cultural, todas as diferenças históricas de vocês vieram à tona. Até os novos alunos entraram na guerra civil.

Eu confesso que batalhei muito para que vocês ficassem unidos, mas no fundo eu sabia que toda essa divisão era saudável e necessária. Ao se afastar de um colega, vocês estavam na verdade afirmando a própria identidade, valores e posicionamentos. Apesar do calor das disputas, vocês respeitaram a integridade física um do outro.



Eu sei que parece impróprio um professor falar isso, mas estão de parabéns. Se não concorda com alguém, não admira seu estilo de vida e posicionamentos, não se case com essa pessoa, não trabalhe para ela, não a contrate, e não seja amiga dela. Se for o caso de serem colegas, a respeite, mas não engula seus desaforos.

O mundo que os espera está repleto de injustiças, desigualdades, fanatismos, terrorismos, acidentes naturais, guerras, fome, pestes, gente presunçosa, desonesta e mesquinha! Há muito trabalho a ser feito. Não conheci até hoje elenco melhor para esse desafio.

Em nome de todos os professores fica o nosso: “Conte conosco e boa sorte!”

19.10.13

Aula no Embu

Essa aula rolou no Cursinho do Embu no dia 18.10.13

O tema da aula era Momento de uma Força (ou torque). Depois da explanação, vimos um vídeo do judoca Koga em que ficava evidente os conceitos da aula no Ippon Seoi Nage.

Como minha aula avançara sobre a aula de geografia, o professor Gedson adentrou a sala e foi convidado a participar da demonstração...




3.10.13

Mudar Para Permanecer

Nas últimas dez semanas repensei minha vida profissional. Considerei se realmente gostaria de passar meus próximos 30 ou 40 anos a dialogar sobre ciências da natureza com adolescentes.

Essa reconsideração nasceu de uma exaustão. Confesso que estou exaurido e desanimado.

Quando penso na dependência tecnológica que os países do terceiro mundo tem em relação aos países ricos, e como essa dependência gera miséria, exploração, degradação ambiental e humana, fico profundamente aterrado. Creio que a educação científica do jovem latino americano pode mudar esse quadro.

Contudo, quando vejo meus alunos entorpecidos pela tecnologia que os aliena, completamente desinteressados pela própria vida acadêmica e formação intelectual, e com a identidade cultural adoecida, sou acometido por uma sensação paralisante de impotência e frustração. Como lidar com alunos que não vêem qualquer sentido no próprio processo educativo?

Estou ciente de que esse quadro não é exclusividade de meus estudantes, mas é geral no Brasil e América Latina. Historicamente o professor foi proletarizado ao mesmo tempo em que a educação de base foi sucateada. Não posso negar que a universalização da educação representou um grande avanço no Brasil. Contudo ela foi feita mais pela força da lei do que por uma real expansão dos recursos e estruturas educacionais. O resultado dessa universalização mal executada é o que se vê agora.

Claro que a esses processos da própria educação pública deve se somar outros fatores:

i - A mídia que promove a alienação e desculturalização;
ii - A sociedade, tão gritantemente, dividida em classes;
iii - A má formação dos educadores (a começar pela minha);
iv - Currículo arcaico, que serve aos interesses do capital e implora para ser reformulado;
v - Livros didáticos que atendem à demanda dos vestibulares em detrimento das demandas sociais.

Concluí com essa reflexão que continuarei na carreira de educador, DESDE QUE persiga e conquiste as seguintes mudanças:

A - Migrar definitiva e integralmente para a educação pública.

B - Prosseguir no estudo da Filosofia e Sociologia da Educação por muitos anos (quiçá até o fim da vida).

C - Produzir novos materiais didáticos.

D - Mudar-me para um município menor, relativamente distante de determinadas mazelas urbanas e com melhores condições de vida e ambientais.

Mudo.

Insisto.

Permaneço.

{Sugiro que todos assistam o vídeo produzido pela Univesp Tv sobre Capital Cultural, baseado nas idéias de Pierre Bourdieu}